quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Something left back

     Eu deitei talvez já sem a intenção de dormir. Dito e feito. Liguei o iPod e de cara me vem uma música que poderia ser qualquer se por algum motivo não me fizesse lembrar de você. Logo lembrei também de algumas coisas que não foram ditas talvez quando elas tivessem que ter sido. Claro que isso não faria diferença alguma, só achei que eu não precisava e muito menos não tinha um porquê de guardar isso comigo sem deixá-la saber. Não que você não pudesse saber, só é questão de pequenos detalhes que acabaram não sendo ditos.
     Logo pulei da cama e voltei para o computador. Por minha sorte, talvez, você não estava online. Pensei em deixar uma mensagem, só que fiquei pensando e pensando, como sempre, e talvez você me achasse um pouco louco por estar dizendo tais coisas do nada. Ou poderia simplesmente achar que eu estava bêbado. Mas não.
     Sabe, esse é um daqueles momentos que simplesmente as palavras começam a fluir como um rio que segue facilmente seu fluxo; tudo parece se encaixar perfeitamente e de alguma forma fazer sentido.
     Você é inteligente, talentosa e tem várias das coisas que eu admiro e poderia buscar numa garota. Porém esse é aquele momento que a vida entra com o seu papel e coloca a distância entre duas pessoas. Uma distância que não é tão distância. Uma distância que por hora parece de anos luz. Isso talvez me impeça de poder te conhecer melhor, algo que eu realmente gostaria de poder fazer.
     Por mais que nada disso pareça fazer sentido pode ter certeza que faz, pois talvez nunca tenha deixado isso claro e eu acredito que eu te devia isso.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Constatações



     Covarde. Essa seria a palavra por ficar pensando friamente cada passo antes de tomá-lo. Ficar pensando no que daria certo e no que possivelmente daria errado. Por medo de tentar mas depois ficar com aquilo na cabeça, sem se arriscar, sem sair da própria zona de conforto. Medo de receber um não ou quebrar a cara, é disso que eu estou falando.
     É agora que aquele sentimento de estar desperdiçando sua vida começa a bater... Não dá mais pra viver assim, talvez quando se comece a arriscar um pouco mais, as coisas comecem a acontecer de verdade.

Ps: Preciso sair dessa cidade.

sábado, 16 de junho de 2012

Insanidade lúcida

      E ele se sentia como um peixe morto que se deixa ser levado pela correnteza... Sem ação diante à vida, ele apenas via as coisas passar por ele. Vivia. Sobrevivia. Ou melhor, existia, apenas... O que ele poderia esperar desse mundo podre, cheio de mágoas e erros inconsertáveis? Nada. Talvez nada, pois era isso que o mundo poderia esperar dele também.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Questions


     E antes de deitar para dormir me peguei parado, em frente ao espelho, observando por um tempo com toda a atenção do mundo aquilo que era meu próprio reflexo. Lentamente, meus lábios começaram a se mover e sibilar quase que silenciosamente algumas perguntas... era como se eu fosse obter algum tipo de resposta daquela imagem... eu me olhava firme nos olhos como alguém que busca sinceridade. Só que as perguntas, ah, as perguntas, elas nunca foram respondidas...

segunda-feira, 12 de março de 2012

This is me


     Não entendo como alguém que às vezes se dá tão bem com as palavras escritas, não consegue ter uma conversa séria ou falar sobre seus sentimentos sem ao menos gaguejar e ficar nervoso.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Words I can't say...


     Estou me sentindo cheio, prestes a transbordar... só que de palavras. Precisava falar ou escrever, mas não conseguia. Tolo aquele que acredita domá-las, coitado, pois são elas que fazem, como e quando, o que querem conosco.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caio Fernando Abreu in Cartas

"Mesmo que não se esteja escrevendo realmente, a gente sempre está escrevendo por dentro."