terça-feira, 8 de janeiro de 2013

[aos olhos dos outros]

Pra quê essa coisa de querer estar sempre bem? O feio, o bagunçado, o mal arrumado, o incerto... também é certo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Perfumada flor

Onde eu vivo também existem cores, sabores, odores... silêncio.



Amores.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Look for heaven

     Então eu me perguntei: quanto do tempo que ousamos chamar de nosso, utilizamos para apreciar verdadeiramente a vida?
      Hoje eu me prostrei diante o céu que ficou estrelado só pra mim e me coloquei a observar aquela dança inebriante das estrelas. Como aquilo era lindo!
     A trilha sonora que embalava a noite e os rastros luminosos que cada estrela cadente – muito raras para mim – me preenchiam de felicidade.
    Quanto tempo de nossas vidas separamos para fazer algo tão simples assim? Estar na companhia de bons amigos que nada precisam dizer, apenas o estar é suficiente. Deus, como eu amo meus amigos! Deus, como eu amo a noite.

 Desacelera ae...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Metalinguagem

        Depois que eu comecei a trabalhar durante o dia, meu tempo para "coisas supérfluas" acabou. A faculdade aumentando a carga e a complexidade dos trabalhos quase me deixou louco; varar a madrugada fazendo deveres virou rotina e infelizmente o escrever teve que ser deixado de lado.
        Estava sentindo falta de utilizar a sintaxe — mesmo sem saber exatamente o que é isso. Senti falta do pronome possessivo, do oblíquo, do artigo, das reticências...
        Nesse meio tempo escrevia no bloco de notas do celular umas frases perdidas que me vinham à cabeça, mas nada relevante. Nem sentido às vezes elas faziam mais depois de algum tempo, o que me levava a apertar o botão "excluir". Pura viagem.
        Sei lá, só estava precisando escrever, passar os dedos pelas teclas e ficar observando as palavras irem surgindo aos poucos nessa tela branca. Como eu senti falta!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sobre ausência


     Quem muito se ausenta um dia deixa de fazer falta. É isso o que costumam dizer, certo? Eu duvidava dessa pseudo filosofia até agora. Não sei se é falta de tempo ou o excesso de coisas para ocupar minha mente ou até mesmo as escolhas tomadas.
     Não digo as escolhas da minha parte, até porque de nada tenho tido papel nesse desapego, eu acho.  Talvez realmente fosse disso que eu estava precisando no momento, uma pequena ajuda, uma atitude da outra parte — para variar. As coisas hão de se ajeitarem... sempre se ajeitam. Quem muito se ausenta um dia deixa de fazer falta.

Deixa de fazer muita falta.

domingo, 14 de outubro de 2012

Devaneios sinceros


     Aquele rosto pseudo-bonito e o sorriso comprado escondiam seus verdadeiros desejos e vontades. O ser real dormia enquanto estava acordado o os atos apenas o contradiziam. A cicatriz que havia encrustado na tez de nada estava fazendo um sentido... tolo foi de pensar que da noite para o dia o leão perderia seu instinto e mudaria de comportamento.

     Metáforas, metáforas, metáforas... o oculto, o subtendido, o subjetivo tem sua beleza, mas só em textos como esse. De alguma outra forma, não fazem mais sentido.

sábado, 6 de outubro de 2012

Nothing but a song

[...] guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

[...]

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Nando Reis