sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Aquilo que transborda



Quanto tempo o tempo tem? Um clichê bobo após reler postagens de anos atrás. Olhando hoje, posts de dez anos atrás são tão atuais, sabe? E não é que eu escrevia bem? 


Virar adulto tem dessas coisas. A gente acha que está crescendo e por isso coisas que eram importantes antes vão sendo deixadas de lado. Uma foto produzida na sala de casa na madrugada. Um texto escrito num blog não divulgado após um coração partido. 


E a beleza da vida tá nisso. Naquilo que vem de dentro. Naquilo que vem de dentro e t r a n s b o r d a em forma de arte, escrita, fotografia ou desenho. 


Percebi que sinto sua falta. (A minha falta)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Heart's a messy

     Eu que achava estar com o coração fechado para novas pessoas, me vi importando, sentindo falta, pensando em ti. Durante minha vida, poucas vezes me vi nessas situações... Não sei se isso é troféu ou espada, se faz rir ou faz chorar, se dá frio na barriga ou dor no peito, se acalma ou desespera. A circunstância certa talvez no momento errado pode custar muito caro, para os dois. Meu medo é de sair ferido, mais uma vez.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Cinzas

     Dessa vez o encontro amargo das bocas não incomodava. Deve ser questão de costume isso de aprender a saborear o amargo; café, boca... 
                                                                                               vida.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Dois

   
      Foi estranho. Depois de nove meses distantes, eu começar com essa nostalgia avassaladora. É estranho você achar que pode ser raso nos sentimentos e de repente se vê transbordando, só que, infelizmente, por uma coisa que já não existe mais. Se vê transbordando por uma coisa que ficou lá atrás, gravada nas fotos naquelas passarelas altas de concreto.



"Queimar a luz 
              e encontrar suas
                           queimaduras ali no 
                                   invisível do negativo."

Pelos Olhos

     Juro que não sei em qual momento da minha vida as lágrimas secaram. Isso pode até parecer metáfora, afinal é bonito falar através delas, mas dessa vez não. Juro que não entendo o fato de nem-uma-maldita-lágrima sair dos meus olhos seja diante de coração ardendo, tristeza batendo, alegria demasiada ou desespero. Isso soa tão superficial, calculista, impessoal... mas não. Aqui dentro tudo acontece, vira e mexe tem furacão e tempestade se formando e devastando tudo. Só que não cai uma gota de chuva.

Pelos olhos.

                                                                             texto de 05.01.2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre mensagens enviadas e pessoas caladas

     É horrível ir se fechando – mais ainda. É horrível ter que enviar uma mensagem já esperando que a pessoa possa não te responder. É horrível ter que desaprender a ter uma pessoa fazendo parte da sua rotina. É horrível ter esse sentimento de pé atrás, de não poder esperar nada nem de ninguém. Sem o comprometimento, o que nos resta?

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Vagalumes Cegos

     Separei um minuto pra pensar em você. Pensei. Revivi. Senti. Sorri. Fui deitar, o feriado acabou há alguns minutos e amanhã eu tenho que trabalhar. 

                                                                                           
                             “As paixões, meu amor, são tontas, são tantas.”

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Registro Atrasado de 2013

     Queria deixar aqui registrado para que não se perdesse nas intermináveis páginas do facebook.

     "Fins de ano costumam ser melancólicos por si só e esse não poderia ser diferente; ciclos que se encerram são sempre carregados daquele sabor agridoce, daquele aperto no peito. Tentar escrever qualquer palavra que seja sobre 2013 seria clichê o bastante...
     Este ano deixou muitas marcas - nem todas necessariamente boas - e a essa altura só nos resta a esperança das energias renovadas para encarar essa nova fração de vida que costumam dar o nome de "ano novo". Luz!!"

Momentos Insignificáveis

     Como era engraçado aquele menino que gostava de colecionar frases. Sim, uma vasta coleção interminável que reunia trechos e mais trechos bonitos que renderiam horas ou talvez dias de leitura. Naqueles momentos em que se voltava para si mesmo, corria no bloco de notas buscar alguma que o definisse no momento, ou apenas definisse o momento. Era como se precisasse de alguma pista, de uma cola, uma frase bonita de impacto para entender aquilo que estava acontecendo, ou até mesmo dar um significado, mesmo que inventado, a algo não necessariamente significável. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Inversão

     Você percebe que o mundo está ao contrário quando te fazem sentir-se mal pelos motivos errados. Assim que os valores são invertidos, as coisas então deixam de fazer um pouco de sentido... Porém, eu poderia nesse momento entrar num questionamento sobre o que é certo e errado e o que não faria mais sentido desta vez seria isso que eu acabei de escrever.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Insônia

     Tenho procurado ser influenciado cada vez menos pela opinião dos outros à meu respeito, sobre minhas atitudes, sobre eu. Fico feliz por estar conseguindo cada vez mais me importar menos... tenho vivido muito melhor.
    Às vezes eu tenho a necessidade de escrever e exteriorizar algumas coisas que ficam se passando dentro da minha cabeça, como agora, por exemplo, que eu deveria estar dormindo mas não consegui pelos meus pensamentos estarem extremamente agitados, então levantei escrever. Exteriorizar.
      A ordem com que eu vou dizendo as coisas pode não fazer sentido algum, ou até mesmo terem uma ligação entre si, mas tanto faz, talvez uma ou duas pessoas leiam isso mesmo (ou até mesmo nenhuma), o que tanto faz também.
    As férias estão prestes a acabar e estou com medo de ficar escravo da rotina do trabalho-faculdade nesses quatro primeiros meses de aula e acabar me deixando de lado... me afastando de mim. Isso pode ser um problema e um potencial motivo de crise pela falta de tempo para comigo mesmo. E isso não é bom.



Ps: preciso comentar que os parágrafos desalinhados me incomodam. Mesmo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Viva la Vida

     Ultimamente tenho sentido que estou numa sintonia tão legal e verdadeira com a vida. Dela nada tenho cobrado, só tenho agradecido, entendido, compreendido e digo: tenho sido tão mais feliz desta forma...
     Tenho aprendido a viver e não mais apenas a sobreviver, se é que dá pra perceber a diferença. Tenho aprendido sobre o amor... Tenho aprendido a apreciar os detalhes... 
   Tudo isso pode ser um reflexo das férias - que diga-se de passagem têm sido as melhores dentre muitas outras - juntamente com o desacelero do dia-a-dia. Mas não importa o motivo pelo qual eu esteja me sentindo assim, só espero conseguir manter isso cada vez mais.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

[aos olhos dos outros]

Pra quê essa coisa de querer estar sempre bem? O feio, o bagunçado, o mal arrumado, o incerto... também é certo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Perfumada flor

Onde eu vivo também existem cores, sabores, odores... silêncio.



Amores.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Look for heaven

     Então eu me perguntei: quanto do tempo que ousamos chamar de nosso, utilizamos para apreciar verdadeiramente a vida?
      Hoje eu me prostrei diante o céu que ficou estrelado só pra mim e me coloquei a observar aquela dança inebriante das estrelas. Como aquilo era lindo!
     A trilha sonora que embalava a noite e os rastros luminosos que cada estrela cadente – muito raras para mim – me preenchiam de felicidade.
    Quanto tempo de nossas vidas separamos para fazer algo tão simples assim? Estar na companhia de bons amigos que nada precisam dizer, apenas o estar é suficiente. Deus, como eu amo meus amigos! Deus, como eu amo a noite.

 Desacelera ae...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Metalinguagem

        Depois que eu comecei a trabalhar durante o dia, meu tempo para "coisas supérfluas" acabou. A faculdade aumentando a carga e a complexidade dos trabalhos quase me deixou louco; varar a madrugada fazendo deveres virou rotina e infelizmente o escrever teve que ser deixado de lado.
        Estava sentindo falta de utilizar a sintaxe — mesmo sem saber exatamente o que é isso. Senti falta do pronome possessivo, do oblíquo, do artigo, das reticências...
        Nesse meio tempo escrevia no bloco de notas do celular umas frases perdidas que me vinham à cabeça, mas nada relevante. Nem sentido às vezes elas faziam mais depois de algum tempo, o que me levava a apertar o botão "excluir". Pura viagem.
        Sei lá, só estava precisando escrever, passar os dedos pelas teclas e ficar observando as palavras irem surgindo aos poucos nessa tela branca. Como eu senti falta!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sobre ausência


     Quem muito se ausenta um dia deixa de fazer falta. É isso o que costumam dizer, certo? Eu duvidava dessa pseudo filosofia até agora. Não sei se é falta de tempo ou o excesso de coisas para ocupar minha mente ou até mesmo as escolhas tomadas.
     Não digo as escolhas da minha parte, até porque de nada tenho tido papel nesse desapego, eu acho.  Talvez realmente fosse disso que eu estava precisando no momento, uma pequena ajuda, uma atitude da outra parte — para variar. As coisas hão de se ajeitarem... sempre se ajeitam. Quem muito se ausenta um dia deixa de fazer falta.

Deixa de fazer muita falta.

domingo, 14 de outubro de 2012

Devaneios sinceros


     Aquele rosto pseudo-bonito e o sorriso comprado escondiam seus verdadeiros desejos e vontades. O ser real dormia enquanto estava acordado o os atos apenas o contradiziam. A cicatriz que havia encrustado na tez de nada estava fazendo um sentido... tolo foi de pensar que da noite para o dia o leão perderia seu instinto e mudaria de comportamento.

     Metáforas, metáforas, metáforas... o oculto, o subtendido, o subjetivo tem sua beleza, mas só em textos como esse. De alguma outra forma, não fazem mais sentido.

sábado, 6 de outubro de 2012

Nothing but a song

[...] guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

[...]

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Nando Reis

domingo, 30 de setembro de 2012



À noite tudo piora; de gripe a dor no peito.